
Agora sinto falta de ti. Durante o dia, não. Não sinto nada. Quando chega a noite, tudo me dói! Tudo te lembra, tudo me inspira você. Minha cama, tão pequena, parece enorme sem o teu corpo para dividi-la comigo. Até os teus roncos, agora, pareceriam uma canção de ninar.
Me lembro da noite em que te deixei. Estava chovendo. Eu adorava as noites frias e chuvosas contigo! Acabava de chegar, estava encharcada de chuva e desejo. Minha blusa molhada denunciava meus seios em alerta. Como um cão de guarda, você me atacava e eu adorava! Adorava ser devorada pela tua boca, pelas tuas mãos, pelo teu pau. Soltava gritos de fêmea no cio que junto aos teus formavam uma sinfonia de urros e sussurros, juras incompreendidas e perdidas no tempo e no espaço. Sôfrego, você se retirava de mim, pingando de gozo e suor; o desespero da pequena morte que traz à vida. Se derramava e desfalecia sobre meu corpo. Dormíamos.
A chuva continuava e ali, em nosso maculado santuário, decidi te deixar. Me despedi de ti com um batom vermelho no espelho e algumas palavras doces, um clichê que certamente te deixaram com um gosto amargo. Deixei na tua boca, o meu beijo e no teu peito, meu calor. Parti sem olhar pra trás; sabia que não era amor. Não, não poderia, não era pra ser... Amor! Amor... Você não estava nos meus sonhos. Não era você. Eu procurei, tentei te achar, mas não estava lá. Não, não era pra ser! Agora meu corpo sente tua falta! Só o corpo. A alma está longe; não quer mal, nem bem. Apenas o corpo que sente fome de devorar e ser devorado novamente por ti. Espero que essa noite passe logo... Porque você não está nos meus sonhos. Eu procurei, mas não estava lá...
Me lembro da noite em que te deixei. Estava chovendo. Eu adorava as noites frias e chuvosas contigo! Acabava de chegar, estava encharcada de chuva e desejo. Minha blusa molhada denunciava meus seios em alerta. Como um cão de guarda, você me atacava e eu adorava! Adorava ser devorada pela tua boca, pelas tuas mãos, pelo teu pau. Soltava gritos de fêmea no cio que junto aos teus formavam uma sinfonia de urros e sussurros, juras incompreendidas e perdidas no tempo e no espaço. Sôfrego, você se retirava de mim, pingando de gozo e suor; o desespero da pequena morte que traz à vida. Se derramava e desfalecia sobre meu corpo. Dormíamos.
A chuva continuava e ali, em nosso maculado santuário, decidi te deixar. Me despedi de ti com um batom vermelho no espelho e algumas palavras doces, um clichê que certamente te deixaram com um gosto amargo. Deixei na tua boca, o meu beijo e no teu peito, meu calor. Parti sem olhar pra trás; sabia que não era amor. Não, não poderia, não era pra ser... Amor! Amor... Você não estava nos meus sonhos. Não era você. Eu procurei, tentei te achar, mas não estava lá. Não, não era pra ser! Agora meu corpo sente tua falta! Só o corpo. A alma está longe; não quer mal, nem bem. Apenas o corpo que sente fome de devorar e ser devorado novamente por ti. Espero que essa noite passe logo... Porque você não está nos meus sonhos. Eu procurei, mas não estava lá...

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