sexta-feira, 10 de abril de 2009

O Louco, A "Neguinha" e A Esperança


Eugênio. Eu-Gênio ! O chamavam de louco. Outros, de gênio. Variações sobre o mesmo tema... O louco Eu-Gênio, era homem, na síntese, humano. Sentia e se deixava levar pelos sentimentos. Não era... sentimentalóide, mas de um lirismo doído e cinza, como seus olhos, que matava a gente de tristeza (não era depressão, era tristeza mesmo !) só de olhar pra ele. Era santo, não santificado. Nem pelos homens, talvez (por Deus). Suas mãos mostravam ao mundo o seu mundo. Suas criações eram a expressão exata do milagre da vida ou da morte, já que nada durava mais de um dia. Ouvia aquela Voz e obedecia. "Ninguém pode saber, destrói tudo" - E o quadro era destruído, não importava se fosse o mais bonito ou se alguém gostasse. Estóico. Era inexplicável.

Não era mudo ou surdo, porém não falava (e parecia não ouvir) nada... A não ser á noite, enquanto dormia. Sempre sussurrava coisas sem sentido: "Hujshdu evm cdmgo, edwbxnq..." - E acordava envergonhado, polução-gozo-loucura, mente insana. Pintava telas e mais telas, tentando mostrar ou buscar não-sei-o-quê (poderia ser o sono) e quando terminava, rasgava tudo. Depois, fechava os olhos, entrava num transe-teso sem se tocar. Voltava a dormir. Ninguém o visitava. Não tinha amigos. Não trabalhava. Não se importava. Tinha o suficiente pra viver e pintar seus quadros, já que vinha de uma família abastada. Não tinha noção do tempo e isso o fazia se sentir preso. "Preciso sair... vou descolar um fumo, relaxar, talvez pegar uma puta..."; "Não, não posso. Me matariam se eu saísse. Preciso telefonar..." - Não tinha telefone, mas achava que tinha. Quando não o encontrava (óbvio), ia até o corredor do prédio (muitas vezes, sem ligar se estava vestido ou não) e olhava por entre as frestas das portas vizinhas, chamando baixinho pelo aparelho, como se fosse um gato perdido.

Quem se beneficiava com isso era Makida, uma neguinha assanhada, que morava em frente. Também era meio maluquinha, mas por fumar tanta erva. Quando estava doida, falava e ria sozinha. Ela sempre o ouvia chamar pelo telefone e achava graça. Espiava, sem que fosse notada, se ele estava nu e caso estivesse, lhe oferecia um baseado e logo em seguida, transavam. Uma transa muito louca, só deles.

Fumavam, nunca conversavam. Depois, ela tirava a roupa, colocava um monte de barbantes e sacos plásticos na cabeça, nas mãos, no pescoço e deitava no chão, dizendo que era a verdadeira Rainha de Sabá e que ele era seu Salomão. "Meu Salomão... eu sei teu segredo. Tu-é-um-fio-da-puta-muitu-ixpertu ! Tu fingi qui é doidu só pa mim cumê..." - Berrava a louca. Ele andava de um lado pro outro, sussurrando uma língua incompreensível "udorkstykl...", pintando quadros imaginários no ar. Ela se levantava e encostava na parede, como se fosse uma pintura feita por ele, que por sua vez, admirava. Estático. Se aproximava devagar, até suas mãos tocarem o sexo quente entre as coxas negras. Makida gemia baixinho. O louco observava aquelas carnes com profunda curiosidade (sexualmente latente). Abria-lhe as pernas, tirava a calcinha e cheirava, achava engraçado o cheiro de calcinha usada. Enfiava um ou dois dedos, separava os grandes lábios, cheirava novamente (aroma de buceta, afrodisíaco !) e por fim, metia a língua, a boca toda e disso, Makida gostava, tirando daí não só os primeiros orgasmos, mas também a conclusão definitiva de que ele não era louco... Apenas não tinha com quem trepar.

Ficavam horas se chupando. Ela não gostava muito... Ele sempre puxava seus cabelos carapinhas, fazendo vai-e-vem com sua cabeça, enfiando o pau goela abaixo até ela se engasgar. Depois disso, ele a vendava com as mãos e metia-lhe com toda força possível, metia-lhe ás estocadas e a nêga-fulô adorava, berrando, implorando por mais. Os olhos cinzentos, até então fechados, se abriam sérios e profundos, o rosto furioso e ele, gozando e metendo tanto e com tanta raiva, que parecia querer matar a neguinha ! Satisfeito (o pau ainda pingando), se trancava no quarto, até Makida se mandar. "Doidu-fio-duma-puta ! Vai-tomá-nu-mei-du-oi-du-teu-cú ! Nunca maix ti dô meu baseadu pa fumá, seu merrrrda !" - E era sempre assim e ela sempre voltava.

O Eu-Gênio, sabia que ela voltaria. Não era aquela previsão machista do tipo "ela-gosta-da-minha-foda", e sim porque a Voz sempre o avisava: "Ela vem depois, não se preocupe". Talvez, não soubesse, porém em seu subconsciente gostava da neguinha... Pelo menos, ela era a única pessoa que o visitava, seu contato com o mundo exterior.

Passava dias inteiros sem fazer absolutamente nada. Apenas o que gostava. Nos dias de verão, suas telas adquiriam um tom mais azulado ou esverdeado e as baratas, resultado do descuido com a limpeza, pareciam gostar mais desse tipo de quadro. No inverno, tons de vermelho ou púrpura e ele se sentia melhor... As baratas não apareciam tanto. Gostava delas fazendo cocégas nos seus pés ou dividindo a comida com ele. Achava engraçado o modo como elas andavam e suas anteninhas mexiam e á noite, quando todas elas se encontravam, pareciam estrelas cintilantes (?) na parede da cozinha. O único incômodo era quando a Voz o mandava destruir um quadro e elas, imploravam pra que ele não o fizesse. Mas, acabava fazendo e elas ficavam tristes, sem falar com ele durante dias. Se sentia dividido, deprimido, desolado, mas nada podia fazer.

Um dia desses, se sentiu assim, sem motivo. Ele não havia brigado com as baratas, a Voz não tinha aparecido, nada disso... Não se sabe o que deu nele, só que chorou bastante. Olhava as pessoas pela janela. Crianças passeando, velhos sentados na praça, mulheres com seus cachorros, casais se beijando... Todos pareciam tão felizes e aquela tarde parecia tão triste ! Desejou ser como eles, mas sabia que nunca seria. "Por que nasci assim ? Por que não sou feliz ? - Ele chorava.

Como que advinhando, Makida bateu na porta. Pela primeira vez, Eu-Gênio a recebeu com entusiasmo, pela primeira vez ele falou.

- Por favor, me ajuda ! Eu não quero mais ser maluco, eu quero ser feliz que nem os outros !

Ela não sabia o que dizer (também pela primeira vez !). Calada, Makida pegou a mão dele e a levou até seu ventre. "Tô prenha e tu é o pai..." Começou a chorar, enquanto ele parava.

Ficaram em silêncio por muito tempo. Achavam tudo muito confuso. Como isso pôde acontecer depois de várias transas ? Por que só agora ? As dúvidas pairavam no ar. Ele, ao mesmo tempo em que via a possibilidade de ser normal (e feliz), também se assustava com a idéia de que a criança poderia nascer louca.

- O que que a gente faz ?

- Tu, eu num sei... Eu tô cum medo. Tem muito fumo nu meu sangue e tu é doidu. Cumé qui esse muleque vai nascer ?

- Tem razão... E se nascer normal ? Quando ele crescer pode ser pintor que nem eu, maconheiro que nem você e talvez, um pouquinho doido que nem a gente !

- Num-tô-falanu ! Tu é porra-lôca. Fica-maginandu-monti-coisa... Tu nunca falô cumigo, nunca falô merda ninhuma ! E agora só fala merda ! Eu nunca pari não porra, fio é coisa séria !

- Eu sei... antes eu não tinha nada de importante pra falar e ficava quieto. Mas, agora é diferente.

- Tu só mi comi, num mi ama... num queru fio di homi qui só qué mi fudê, inda-maix doidu qui nem tu !

- E se a gente fingisse que se ama e que a gente podia ser uma família que nem as pessoas lá embaixo ? Eu compro um carrinho de bebê e um cãozinho. Eu levo o bebê e você leva o cãozinho e a gente pode tomar sorvete depois e tirar foto, aí a gente anda de mão dada e eu beijo você na boca ! Eu nunca beijei na boca...

- Eu também não... inda-maix boca di homi brancu qui nem tu ! - Riram como nunca haviam rido antes. E aquela tarde terminou perfeita !

A Voz sumiu, ele não falou mais coisas sem nexo, não rasgou nenhuma tela (aliás, vende todas) e pediu ás baratas que se mudassem (e elas concordaram, pasmem!). Ela agora é só Makida, que o chama de Eugênio (ou Geninho, quando goza) e aprendeu a falar direito. O filho deles se chama Beethoven porque ela gostou da "Sonata ao luar" e não é doido, é perfeitamente normal e muito inteligente. Makida e Eugênio ainda fumam maconha, mas transam bem baixinho pra não acordar o Beethoven.... E são muito felizes assim.


Ps: Eles (incrívelmente) acharam o telefone... As baratas o devolveram !

Tudo o que as mulheres precisam (mas não queriam) saber !


Não é o que gostaríamos de saber, mas até que é engraçado (apesar do machismo) !



M: Por que vocês mijam fora do vaso?

H: Se você olhasse bem, veria que o orificio peniano não é redondo, o jato nem sempre vai para onde pau está apontado. Além disso, as vezes esse buraquinho fica meio grudado, gerando uma dispersão de jatos.

M: Por que vocês sempre deixam um pentelho na borda do vaso?

H: Marcar território...

M: Por que vocês nunca esfregam o clitóris da gente no lugar certo?

H: Só de sacanagem...

M: Por que você não sabem onde fica o ponto G?

H: Ponto o quê...???

M: Por que vocês adoram transar por trás?

H: Para poder continuar assistindo TV e bocejar sem que vcs vejam.

M: Por que vocês pegam vídeo de sacanagem sem história?

H: Pela sacanagem, ora !!! É como ver os gols do fantástico sem precisar assistir ao jogo todo.

M: Por que a fantasia dos homens é transar com a nossa melhor amiga?

H: Na verdade, é com TODAS as suas amigas...

M: Porque os homens estão sempre com os músculos da bunda contraídos?

H: Para não peidar quando a barriga fica batendo nas nádegas da parceira.

M: Por que vocês empurram a cabeça de gente pra baixo quando querem um boquete?

H: Porque se pedir vocês não fazem.

M: Por que vocês querem ir pra cama no primeiro encontro?

H: Objetividade...

M: Por que vocês ficam putos se a mulher não dá no primeiro encontro?

H: Detestamos falta de objetividade.

M: Por que vocês vão embora logo depois de transar com a gente?

H: Sempre passa alguma coisa legal na tv de madrugada....

M: Por que os homens acreditam quando a gente finge que goza?

H: E só para vocês sentirem ao menos um prazer : o de nos enganar...

M: Por que vocês gostam mais de cerveja gelada que de mulher?

H: >1. Cerveja está sempre molhadinha.

> 2. Cerveja não reclama quando estamos assistindo ao jogo.

> 3. Cerveja não pede para a gente ver filmes tipo Love Story.

> 4. Cerveja não tem mãe.

> 5. Cerveja não olha para a gente com aquela cara de desprezo quando broxamos.

> 6. Quando acabamos de beber a cerveja, podemos jogar ela fora.

> 7. Cerveja não liga se a gente olha para outra cerveja. Entendeu????

M: Por que vocês gostam de ouvir que o pau de vocês é o máximo?

H: E não é ??? Ainda mais para você, que não tem....

M: Por que vocês contam pros amigos que nos comeram?

H: Metade do prazer está em contar...

M: Por que os homens não reparam que estamos de lingerie nova?

H: Vocês vivem reclamando que a gente só liga para a beleza externa.

M: Por que os homens ficam cheios de dedos quando a gente pede um tapa na hora da transa?

H: O que a gente gosta mesmo é bater porquê quer, e não por que vocês pedem...

M: Por que os homens gostam de olhar para outras mulheres na rua?

H: Você acha que só você é gostosa...???

M: Por que os homens avisam quando vão gozar?

H: Se você não tomou anticoncepcional o problema será todo seu....

M: Por que os homens gostam de ver a gente chupando o pau deles?

H: Vocês ficam tão bonitinhas...

M: Por que os homens gostam de chamar a gente de minha putinha?

H: Pra lembrar que não temos que pagar...

M: Por que os homens usam aquelas cuecas zorba horríveis?

H: São mais confortáveis, baratas e vocês gostam assim mesmo. Se a gente usasse cuequinha de seda, vocês desconfiariam...Ah, e elas nem sao tao feias assim, vai...

M: Por que os homens tem ciúmes dos nossos amigos homens?

H: Porque eles só pensam em comer vocês.... Aliás, todos nós somos assim.

M: Por que vocês seguram a base do pau na hora do boquete?

H: Para ver se vocês lambem mais em cima, que é onde sentimos alguma coisa, e também pra evitar que vocês mordam.

M: Por que os homens gostam de ver nossos biquinhos arrepiados?

H: Pra ver como o ar condicionado é forte.

M: Por que os homens adoram coçar o saco?

H: É que nem arrotar e cuspir no chão, coisa de macho!

M: Por que vocês acordam de pau duro?

H: Porque, em geral, sonhamos com outras mulheres.

M: Por que os homens se masturbam mesmo quando são casados ou namoram?

H: Este é o segredo dos relacionamentos mais duráveis....

M: Por que os homens estão sempre ajeitando os pintos nas calças?

H: Porque cada um tem a posição preferida, e no decorrer do dia ele vai se deslocando, exigindo um imediato reposicionamento.

M: E por que, meu Deus, vocês sempre desarrumam os malditos tapetinhos do banheiro?

H: Tapetinho arrumado é coisa de viado....


Fonte: Orkut